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Comunicação nas redes sociais também requer profissionalização

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Uma das grandes inovações de Jair Bolsonaro na Presidência da República tem sido a utilização de redes sociais, como o Twitter e o Facebook (via live), para se comunicar com a população, reproduzindo uma estratégia que deu certo na campanha eleitoral do ano passado. Seus filhos também utilizam bastante as redes sociais com essa finalidade. O precursor dessa forma de comunicação foi o presidente dos EUA, Donald Trump, em seu país.

Trata-se de uma relevante estratégia por parte de Bolsonaro, tendo em vista a importância que as redes sociais adquiriram para a opinião pública. Com isso, ele tem conseguido explorar pautas conservadoras, sobretudo na questão dos costumes, e manter mobilizada a base social bolsonarista, atuante nas redes sociais.

No entanto, como a pauta de costumes é uma agenda que produz antagonismos, gera polêmicas, algumas delas desnecessárias, e provoca certos ruídos políticos, estes acabam gerando notícias negativas num momento em que a prioridade do governo é a Reforma da Previdência, que necessita, além de contar com uma boa articulação política, vencer a chamada “batalha da comunicação”.

E para vencer essa “batalha” é fundamental que a narrativa do governo prevaleça sobre os rumores que os setores insatisfeitos com a Reforma divulgam no debate de uma agenda já tão impopular como a da Previdência. Para que o governo seja bem-sucedido é fundamental ter uma comunicação profissional que formule a estratégia adequada a ser publicizada nos meios de comunicação.

Claro que mostrar autenticidade, algo em que Bolsonaro tem sido eficiente nos últimos anos, não deve ser dispensado. Porém, disputar a opinião pública apenas no “achismo”, abdicando do profissionalismo, pode não ser o bastante no complexo exercício de ser governo.

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