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Enfraquecimento do sindicalismo dificulta mobilizações

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A MP nº 873, editada pela Presidência da República, estipulando que os sindicatos não poderão mais definir em assembleias ou negociações coletivas descontos em folha da contribuição sindical significa mais um revés para o sindicalismo. A MP também estabelece que o funcionário interessado em pagar a contribuição sindical precisará emitir uma autorização por escrito e realizar a quitação via boleto bancário.

A decisão do governo Bolsonaro tem potencial para agravar a situação financeira das entidades, que já haviam perdido no primeiro ano da vigência da Reforma Trabalhista cerca de 90% da contribuição sindical em função do fim de sua obrigatoriedade. Também atingiu os sindicatos este ano a extinção do Ministério do Trabalho, pois havia uma forte influência dos sindicalistas nessa pasta.

Dentro do viés liberal que marca a conduta do governo, sobretudo na economia, o “enfraquecimento” do sindicalismo poderá continuar avançando. Segundo o jornalista Valdo Cruz, da GloboNews, o secretário da Previdência Social e Trabalho, Rogério Marinho, revelou que também deverá ser proposto o fim da unicidade sindical (sistema em que um só sindicato representa uma categoria numa região do país), que, para ser aprovado, depende de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC).

A fragilização financeira dos sindicatos impacta suas estruturas e sua capacidade de mobilização. Esses dois fatores, combinados à Reforma da Previdência, cuja urgência é reconhecida até por políticos e economistas mais à esquerda, tendem a esvaziar eventuais mobilizações, como aquelas contra as mudanças na Previdência. Além de seu enfraquecimento, pesa contra os sindicatos a ausência de uma narrativa capaz de mobilizar a opinião pública.

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